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Sem Palavras

Independente do resto do filme, ou de qualquer outra consideração. Não estou falando que é a melhor, a mais significativa nem nada, mas sim a mais bonita entrada do cinema.

Meme

O Casilli me pediu para fazer isso, então faço. (Que facinho eu sou).

- colocar uma foto individual sua
- escolher uma banda/artista
- responder SOMENTE com TÍTULOS de canções da banda
- escolher 4 pessoas para que façam o teste

BANDA:
Bob Dylan (aproveitando a generosidade de Casilli)

1. Você é homem ou mulher?
The Man In Me

2. Descreva-se:
Like a Rolling Stone

3. O que as pessoas acham de você?
Idiot Wind

4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
It Ain’t me, Babe

5. Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente:
Simple Twist of Fate

6. Onde queria estar agora?
Forever Young

7. O que pensa a respeito do amor?
Shelter from the Storm

8. Como é sua vida?
Not Dark Yet

9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?
My Back Pages

10. Escreva uma frase sábia:
It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry

Estou requisitando que façam:
-Fonseca
-Chela
-Giu
-Renato

Discos de Março

Assim como os filmes. Os discos sempre aparecem.

O Disco do mês é o novo do Supergrass, Diamond Hoo Ha Men, uma volta por cima da banda que se recusa com firmeza a ser uma banda de um hit só e cair no esquecimento. Mesmo hoje sendo uma banda “tradicional” eles colocaram vários elementos de um rock mais moderninho em suas músicas. Injeteram uma boa dose de Franz Ferdinand, mas diferentes desses, eles mudam de forma a cada música, fazendo o disco nunca ficar massante.

Muito parecidos com outras bandas britânicas, como as mais agitadas do Blur, esse novo disco promete bastante, e estou torcendo para a turnê passar por aqui. A música título e abertura é uma paulada, pode ser conferida abaixo:

Outros discos do mês:

Cripple Crow  de Devendra Banhart *

Some Racing, Some Stopping de Headlights ***

For Emma, Forever Ago, de Bon Iver **

Laser Guided Melodies, de Spiritualized *

Do You Like Rock Music?, de British Sea Power ***

Funeral, de Nick Cave *

The Cost, de The Frames *

Kill Them With Kindness, do Headlights **

Daqui Pro Futuro, do Pato Fú ****

Filmes Março

Tradicionalmente coloco aqui os filmes inéditos que vi no mês.

Não tem pra ninguém. Março é de Todd Haynes e Dylan. Ele faz um filme-biografia totalmente diferente de que você já viu, já que ele se foca mais no personagem em si do que nos acontecimentos da sua vida. E quem é esse personagem? É ao mesmo tempo todo mundo, qualquer um e ninguém. Não Estou Lá é um filme brilhante. Está entre os meus 10 preferidos (da vida) e vai ser dificil alguém desbancar como melhor do ano.

Um turbilhão de informação e um filme um tanto confuso. Mas de fato não é um filme pra entender linearmente o personagem, o próprio Dylan fala sobre o filme de Haynes e vice-versa: “Eu gosto do caos, só não sei se ele me suporta”. Se você não conhece Dylan, não encontrará uma história bem construída sobre o personagem, para conhecer todo seu histórico na telas. Haynes quer que você “sinta” quem é Dylan, sem justificar suas ações e poupar fraquezas. Ele é tão contraditório quanto qualquer um pode ser, e é no filme.

Todd Haynes sabe que as músicas de Dylan falam mais sobre ele do que qualquer ação ou explicação, que ele reluta em dar, e abusa das canções no filme, o que eu acho muito legal. Repito, o filme não é ótimo por ser tecnicamente impecavel (direção, roteiro, foto, elenco, etc) mas sim por ser um projeto de altissimo risco, e muito bem-sucedido.

**** Douradas!

Outros filmes:

Ghost Dog, de Jim Jarmush **

A Espiã, de Paul Veerhoven ***

O Orfanato, de Juan Antonio Bayona **

Amores Expressos, de Wong Kar-Wai ***

Mal do Século, de Todd Haynes ***

Ex-Orfão

Com o fim de Los Hermanos, eu voltei para um estado que tinha ficado há um tempo atrás, e por um longo período: não gostar de nenhuma banda nacional em atividade.

Felizmente “descobri”, como sempre tardiamente, o Pato Fu, e voltei a ter esperanças.

O legal, é que eles não tem nenhum medo de cometer deslizes, e felizmente cometem vários. Ninguém precisa ouvir um som todo “certinho” hoje, os clássicos estão ai para isso.

A minha preferida é essa de cima. Que tem uma letra que pode parecer boba, ou piegas, mas é absurda. Quando ela fala O Amor ainda estava lá, uma frase simples, mas no contexto da música é tocante (no bom sentido).

Acho que todos os filmes que a gente faz, pelo menos eu, é pra algo viver mais, mesmo não sabendo o que.